GRUPO TOTEM

Projeto
 'A performance do Humano - da pedra ao caos'


I Vivência Arteterapêutica - Silência


A intenção desta vivência foi despertar para o sentimento do ato ritual experimentado. A intensa  movimentação do corpo através da dança havia sido pensada como caminho de encontro a conteúdos profundos da alma, o que foi feito. Por outro lado, tivemos imprevistamente um saco de leite líquido cheio, somado ao desejo de se realizar um ato ritual com o mesmo. Neste momento foi despertada a simbologia ritualística de nossa noite. Fé, compartilhamento, coletivo, repetição, verdade. Estas foram as palavras iniciais do grupo para descrever RITO. Qual seria a verdade da imagem vivida pelos mesmos naquela experiência, onde a água que caía do céu parecia abençoar o ato de passar pelo portal de dentro para fora? Debaixo de chuva, mãos sobre um saco de leite fazendo um gesto circular remeteu meu imaginário a barriga feminina cheia, grande, grávida. O leite branco estourado sobre o asfalto da avendida contrastava um cinza poluído. Silência. Leite a escorrer e se espalhar, imagem.  O percurso do leite no chão. O grupo entrou num outro tempo, mostrado nas pinturas e palavras:

Acolhimento, colo, cuidar                  - o processo ar.

Sangue, dança, cão, cachorro,
caboclo, mestiço, vira-lata                - o duplo.

Mãos, leite, viagem profunda, 
o que sangra, o que nasce, morre   - volta a se repetir.

Dor, girar, girar, peso no corpo, 
braços abertos, rodopios, 
correr pelo espaço                           - pai e mãe.

Anestesia, a minha razão,
luz oculta                                         - foco morto.

Esse branco vai me tomando...

Homem ancestral.

Foi um momento de catarse, de explosão e abertura. Foi como destampar algo que estava pronto para emergir. Cedo ainda para análises, inclusive porque as palavras podem desmiuçar, debulhar conteúdos simbólicos que interessam vivos pulsantes no corpo não racional, na certeza da verdade profunda do que pode ser vivido, experimentado, experienciado. Neste caso a lógica empobrece, reduz, desfaz. Silencia.

Carol Cosentino 

Rituais de Morte - debate com Paulo Marcondes e Patrícia Barreto

Dando continuidade à pesquisa A Performance do Humano: da pedra ao caos, o Totem convida para o debate sobre os rituais de morte com o sociólogo Paulo Marcondes e a arteterapeuta Patrícia Barreto.
Nesta terça-feira no Teatro Arraial - Recife.


Pré-expressividade: Reflexões e Laboratório Interno


Pré-expressividade à luz de Barba

Tomando por base o estudo sobre pré-expressividade provindo da antropologia teatral, o nível pré-expressivo é definido como um nível básico de organização comum a todos os atores/bailarinos independente da técnica experimentada por eles.  
Em seu livro “A Antropologia Teatral”, Barba aponta que a pré-expressividade preocupa-se com a maneira de deixar a energia do ator cenicamente viva, ou seja, de manter no ator/bailarino uma presença que atraia imediatamente a atenção do espectador. Essa energia cenicamente viva no ator/bailarino é o denominado nível pré-expressivo.  
Essa preocupação surge como uma solução para a tendência de uma lógica presente na psicotécnica, cujo poder de expressão do ator ou bailarino, na perspectiva do espectador, limita-se ao significado do que se deseja expressar (sentimentos, ideias, etc.) e não ao que é expressado através do corpo do ator ou bailarino. Afinal, segundo Barba (1995), “a expressão do ator, de fato, deriva – quase apesar dele – de suas ações, do uso de sua presença física. É o fazer, e o como é feito, que determina o que o ator expressa.” (p. 187).    
Ainda sobre essa expressividade na cena, Barba (1995) afirma: “O nível pré-expressivo pensado desta maneira é um nível operativo, não um nível que pode ser separado da expressão, mas uma categoria pragmática, uma prática, cujo objetivo, durante o processo, é fornecer o bios cênico do ator.” (p. 188).  
No entanto, diferentemente do que muitos pensam sobre a pré-expressividade, Barba ainda nos alerta para o fato de que tanto o processo de absorção passiva, sensório-motora de comportamentos e hábitos presentes no cotidiano de uma dada cultura (denominada via da inculturação), como a busca por técnicas corporais que se diferenciam dos hábitos da vida cotidiana, a fim de criar um corpo extra-cotidiano (denominada aculturação), são capazes de ativar o nível pré-expressivo, ou seja, a presença pronta para representar. 
Por tanto, ambos os tipos de laboratórios corporais que realizarmos internamente, ao longo desse mês, são maneiras de ativar nosso nível pré-expressivo. Tanto o laboratório denominado por nós de “laboratório pré-expressivo”, em que tem por objetivo buscar através da exaustão uma energia interna, verdadeira e vital, quanto os laboratórios que trabalham os princípios de Barba, ligado a analise do movimento, movimentos que possam estar associados ao nosso cotidiano, como o movimento de dormir e acordar.  


Nível pré-expressivo através de um corpo extra-cotidiano:
Laboratório interno


Buscando a construção de um corpo extra-cotidiano, “a técnica de aculturação é a distorção da aparência usual (natural) a fim recriá-la sensorialmente de uma maneira fresca e surpreendente.” (BARBA, 1995, p. 190). Para Barba (1995) não se pode distinguir um ator ou um bailarino “aculturado”, pois os dois carregam em si uma grande qualidade de irradiação energética, uma presença que pode transforma-se em dança ou em teatro, um corpo que eu diria que se aproxima mais da performance ritual e do teatro ritual de Artaud. 
Por tanto, os nossos laboratório internos nos quais denominamos laboratórios de pré-expressividade, tinha por finalidade ampliar esse nível pré-expressivo por meio de um corpo aculturado, ou seja, extra-cotidiano.  
O primeiro laboratório de pré-expressividade foi puxado por Taína, dia 16 de Janeiro, e foi o nosso primeiro laboratório interno desde que iniciamos a pesquisa. Iniciamos com um alongamento pessoal. Após o alongamento, começamos a ocupação do corpo no espaço, iniciou-se, assim a nossa dança pessoal.  
A partir deste momento, era um fluxo de energia que não deveria ser quebrado, uma dança que para atingir algo de nosso interior, algo de verdadeiro e expressivo (que chegasse ao ponto de provir de um estímulo interno), deveria ser contínua. Em sequência, passamos a trabalhar com os diversos planos (baixo, médio e alto) e em seguida com a busca de oposições, como o nosso corpo estivesse envolvido por uma bola de borracha e tivéssemos que esticar com várias partes do corpo (trabalhando simultaneamente as oposições) essa bola de borracha. 
Em seguida, Taína orientou para que nossa energia externa crescesse até explodir pelo espaço e chegando a 100%. Após essa energia explodir no espaço a 100%, essa energia a 100% era recolhida por meio de uma pausa no movimento externo, sendo concentrada internamente. A partir deste momento, ficamos variando entre pausas (concentração da energia internamente a 100%) e expansão desse corpo no espaço a 100% de energia externa. Nos momentos de pausas, percebemos como era importante a concentração da energia internamente para que possamos explodir, em seguida, o corpo pelo espaço a 100%. 
Após esse trabalho com energia, passamos a trabalhar na construção de matrizes corporais. Essas matrizes corporais foram criadas a partir do estímulo de nomes que estão de certa forma associados ao ritual: sangue, pedra, água, corpo, lama, fogo, luz, vento, entre outros. Cada um de nós escolhemos alguma das palavras e passamos a explorar livremente essa palavra em nosso corpo, o signo dela em nosso corpo.  
Após encontrarmos os movimentos que remetiam àquela palavra que escolhemos, fomos estimulados a encontrar uma matriz corporal que sintetizasse aquele estado corporal de sangue, pedra, lama, etc., enfim, o estado que exploramos. Então, a intensão de descobrir uma matriz corporal para um estado é que através daquela matriz possamos acessar a qualquer momento aquele estado corporal encontrado. 
Por isso, além de retomarmos a matriz ao longo dessa dança do elemento escolhido, à medida que interagíamos com o outro do grupo (interação entre duplas) construímos novas matrizes corporais. Interagimos com cada um do grupo e foi curioso como a aquele estado do elemento que escolhemos cada vez mais tomava-nos e crescia. À medida que interagíamos com o outro do grupo encontrávamos diferentes sensações desse mesmo estado, emoções e sensações internas viam à tona. Era como a nossa alma finalmente dançasse pelo espaço.  
O interessante foi observar que se relacionando com alguém, em duplas, tornou-se mais fácil acessar o interior, fazendo que nosso corpo dançasse e sentisse algo que vem livremente do espírito, o que estar escondido em nós. À medida que interagíamos um com o outro, essa dança crescia dentro de nós e éramos tomados cada vez mais verdadeira e intensamente pelo que vinha da alma. Sentimos na pele o havíamos estudado em Artaud.
Dia 18 de Janeiro, foi o meu dia de puxar o laboratório de pré-expressividade. Tanto eu como Tainá trabalhamos com princípios semelhantes: o trabalho com essa dança pessoal (dança de energias), explosão pelo espaço dessa energia interna condensada, concentração da energia internamente, trabalho com elementos que estimulem a construção de um estado, o guardar na memória corporal (matrizes corporais) e etc.
Começamos o trabalho com um alongamento pessoal. Posteriormente, relaxamento, desprendendo-se ao chão. Após esse relaxamento, retomamos aos poucos o movimento de cada parte do corpo, iniciando nos dedos dos pés até atingir os fios de cabelo.  Exploramos o espreguiçar e as torções no corpo, então, à medida que se iniciava um movimento, ele não pára mais.
Exploramos os apoios (4 apoios, 3 apoios, 2 apoios e 1 apoio), a fim de encontramos o nosso ponto de equilíbrio/desequilíbrio, ultrapassando, assim, nossos limites.
Após essa dança do equilíbrio precário, passamos a explorar as partes do corpo pelo espaço: cabeça pelo espaço, peito, braços, abdômen, quadril, joelhos, pés. Joelhos e cabeça, pés e braços, o corpo todo. À medida que essa partes dos membros ocupavam livremente o espaço, exploramos os diversos planos (baixo, médio e alto) e a variação desses planos.
      Aos poucos estimulei que essa energia crescesse e tomasse todo o espaço: 50 % de energia externa, 80%, até atingir a 100%. Após chegar-se a 100%, pausava aquela energia externa, abruptamente, e toda a energia era concentrada internamente, no centro do corpo, formando uma panela de pressão nesse centro. Essa energia crescia, crescia, até explodir pelo espaço energia a 100%. Por fim, à medida que essa energia explodia, trocava-se com o outro a energia.
      Após esse trabalho de criação de energia, trabalhamos com diversas formas de estados do corpo:

  • O corpo DRAMÁTICO: um corpo que se expande e que quer preencher todos os lugares da sala, como se ele não coubesse em você;
  • O corpo de SANGUE: fluido e cheio de um calor que percorre todo o corpo;
  • O corpo de OSSOS: articulações, corpo que se desmonta;
  • O corpo de MÚSCULOS: densidade e tensões.
  • O corpo todo ELETRIZADO: cheio de nervos, como os nervos emitem a reação dos movimentos, com pequenos espasmos ou pequenos choques internos.
Enfim, à medida que eu suscitava o nome de um desses estados cada um tinha que procurar em si esse estado dramático, de sangue, ossos, etc. Após o encontro de cada estado eu pedia que a pessoa escolhesse um lugar do corpo para que pudesse colocar essa energia encontrada, a fim de mais tarde ela pudesse acessar esse estado (o que carrega o mesmo princípio da matriz corporal).
Por fim, revisitamos os estados que encontramos com esse exercício com a troca rápida de um estado para outro.


Gabriela Holanda.

A Performance do Humano: da pedra ao caos




A Performance do Humano: da pedra ao caos - exibição de filme seguida de debate

O Grupo Totem teve seu projeto de pesquisa cultural em teatro “A Performance do Humano: da pedra ao caos” aprovado no FUNCULTURA. Durante todo o ano de 2012 o Totem estará pesquisando sobre os ritos que vivenciamos na atualidade, de forma dialética com os ritos mais arcaicos. O ritual já é parte dos trabalhos do grupo, a aprovação da pesquisa irá proporcionar um aprofundamento neste universo. Na sua pesquisa, iniciada na década de 80, o Totem concentra-se na construção de uma poética que abdica da função de ilustrar textos dramáticos.
 Durante todo o ano de 2012, a cada etapa de três meses, definida por tema, o grupo realizará uma exibição de filme seguida de debate, uma mesa temática e uma performance. Os filmes e debates ocorrerão no Teatro Arraial, e as performances na Torre Malakoff. Todos os eventos serão abertos ao público.
         A pesquisa já está em andamento desde o início do mês de janeiro, com estudos teóricos sobre Antonin Artaud e sua poética do Teatro da Crueldade, que convocava os atores e os espectadores a entrar em um tempo/espaço sagrado e ritualístico. Estudos sobre a performance e laboratórios corporais baseados em Rudolf Laban e na Pedagogia da Performance. Como fonte de pesquisa, além dos estudos teóricos, o grupo também realizará entrevistas de campo, exibição de filmes seguidos de debates e realizará debates temáticos com especialistas das ciências sociais, da psicologia, das artes, etc. Entre eles estão Alexandre Figueiroa (UNICAP), Fred Nascimento (Totem e UFRN) Paulo Marcondes (UFPE), Naira Ciotti (UFRN), Liana Gesteira (Recordança), entre outros.
Nessa primeira etapa o foco são os ritos de morte, o filme escolhido para o tema foi "A Partida" de Yojiro Takita, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009. Após a exibição teremos um debate em cima do que o filme apresenta com o Dr. em cinema Alexandre Figueiroa, que também é o curador da mostra de filmes da pesquisa, com mediação de Carolina Cosentino.

Exibição do filme “A Partida” de Yojiro Takita, , seguida de debate com o Dr. em cinema Alexandre Figueiroa, nesta terça- ferira 31 de janeiro às 19:00 no Teatro Arraial - Rua da Aurora, 457 - Boa Vista -  Recife. Entrada franca.
Informações:grupototem@hotmail.com; 87324678; 86393787

Oficinas de Verão do Espaço Totem de 16 de janeiro a 01 de fevereiro


Oficinas de Verão do Espaço Totem de 16 de janeiro a 01 de fevereiro

O PERFORMER: O DISPOSITIVO DA DIFERENÇA - Minicurso teórico-prático com Fred Nascimento (Totem) e Lau Veríssimo (Totem), nos dias (segundas e quartas) 16, 18, 23, 25, 30 de janeiro e 01 de fevereiro de 2012 das 18:00 às 22:00. Tomando como base sua pesquisa continuada de linguagem desenvolvida há mais de vinte anos, serão trabalhados conceitos e práticas ligados a Performance, Persona, Presença, Ritual, Memória, Mitologia Pessoal, Ideograma, Metamorfose, Estado, o corpo como discurso, o ator-performer criador e criatura.

Investimento: 120,00 em duas parcelas

VIEWPOINTS: UMA POSSIBILIDADE DE PROCESSOS CRIATIVOS PARA A CENA - com Nara Salles (UFRN), de 23 a 28 de janeiro de 2012, das 14:00 às 18:00. O objetivo deste mini-curso é proporcionar aos participantes o contato com a prática dos Viewpoints da dança com base no tempo e no espaço trabalhando seis elementos – Espaço, Forma, Tempo, Emoção, Movimento e História; Viewpoints relacionados ao teatro Relacionamento Espacial, Resposta Cinestésica, Forma, Gesto, Repetição, Arquitetura, Tempo, Duração e Topografia e cinco Viewpoints Vocais (altura, volume, timbre, aceleração/desaceleração e pausa).

Investimento 120,00 em duas parcelas

Local: ESPAÇO TOTEM - Av. Cruz Cabugá, 514 C – Stº Amaro – Recife.
Contatos: (081) 88679316
Informações e inscrições pelo e-mail: grupototem@hotmail.com

Renascentia Escarlate na Porta Aberta - ano XII.2


“ A PORTA ABERTA” Ano XII . 2 - Mostra de Artes Cênicas - 12 a 15 de dezembro de 2011.
EMAJP – Escola Mun. de Arte João Pernambuco, Av. Barão de Muribeca, 116 – Várzea – Recife.
f. 33554092 / 93.

Há exatos doze anos atrás surgia o projeto A Porta Aberta – Mostra de Artes Cênicas da Escola Mun. de Arte João Pernambuco. O projeto atravessou a primeira década do século XXI levando para a comunidade espetáculos de teatro, dança e performances, não só da produção de seus cursos de teatro, mas também de outras instituições como a UFPE – de professores como Marco Camarotti e Roberto Lúcio -, o SESC, o Centro Luiz Freire, o Espaço Ciência, entre outros, e também a produção de grupos da cidade como o Totem, o Magiluth, o d’Improvizzo Gang, entre muitos outros. Nesta edição serão mostrados trabalhos das oficinas de dança e teatro, e dos cursos básico e profissional de teatro, com trabalhos assinados pelos profissionais Patrícia Barreto, Tatiana Pedrosa, Otacílio Jr, Nardônio Almeida, entre outros.
Entre os trabalhos apresentados merece especial destaque a turma de concluintes do curso profissional de Teatro, que mostrarão os espetáculos Goles Irônicos Esta Propriedade Esta Condenada" com direção de Tatiana Pedrosa e O Bilhete que tem a direção de Patrícia Barreto. Destacamos que a EMAJP  mantém um convênio com o SATED/PE, de fundamental importância para a profissionalização dos jovens atores.
Os convidados dessa edição são o ator e performer Vavá Paulino que realizará uma performance/palestra e o Totem que levará a performance ritual Renascentia Escarlate com Taína Veríssimo e a participação especial da xamãe Lau Veríssimo com encenação de Fred Nascimento.



“ A PORTA ABERTA”
Ano XII . 2 - Mostra de Artes Cênicas.
12 a 15 de dezembro de 2011.

PROGRAMA

Segunda-feira
Terça-feira
Quarta-feira
Quinta-feira
Terraço Cênico

16h30' “ Start”
Texto: Leonardo Abner
Direção: Leonardo Abner
Terraço Cênico

16h30'- “ Roda de Improviso”
Direção: Samuel Benneton
Alunos oficina de Teatro (tarde)
Terraço Cênico

16h30'-  “ Cotidiano”
Direção: Nardônio Almeida
Alunos 2º período básico profissional em Teatro (tarde)
Terraço Cênico

16h30'-“ Experimentos”
Direção: Tatiana Pedrosa
Assistência: Weldjane Mary
Alunos 1º período básico profissional em Teatro (tarde)

Cênica 3
19h30' –“ Exercício Corporal – Cabeça”
Professora Patrícia Barreto
Alunos de  2º período básico profissional em Teatro  e 2º período profissional em Teatro (noite)

Cênica 3

20h -  “Dança Recife”
Direção: Otacílio Jr.
Alunos de Oficina de Dança




Cênica 3

19h –“Jogo Teatral”
Direção:Otacílio Jr.
Alunos 2º período básico profissional em Teatro (Noite)




Cênica 3

20h - “ Performance e Palestra” - Vavá Schön Paulino



Terraço Cênico

20h30' - “Renascentia Escarlate”- Performance ritual
Solo de Taína Veríssimo
Grupo Totem

Cênica 3

19h - “ Fragmentos de Drummond”
Direção: Antônio Marinho
Alunos 3º período básico profissional em Teatro (tarde)


Cênica 3

19h30' - “ Desdemôna”
Monólogo de Juliana Nardin
Direção: Tatiana Pedrosa
Assistência: Antônio Marinho

Terraço Cênico

20h - “ Luz nas Trevas” Texto: Bertold Brecht
( livre adaptação)
Direção: Antônio Marinho
Alunos 2º período profissional em Teatro (noite)











Cênica 3

19h30' -  “Goles  Irônicos” Esta Propriedade Esta Condenada-
Direção Tatiana Pedrosa
O Bilhete-
Direção Patrícia Barreto
Alunos 4º período profissional em Teatro (noite)



Renascentia Escarlate - performance ritual do Totem  na Mostra de Artes Cênicas "A Porta Aberta" - ano 12 . 2

A performance do Totem, passeia livremente entre o teatro-dança e a performance, um solo de Taína Veríssimo que conta com a participação luxuosa da xamãe Lau Veríssimo. Renascentia Escarlate é um desdobramento da fênix, “persona” de Taína para a perforrmance Nicho-Portal do Imaginarium. A encenação performática é assinada por Fred Nascimento, que também assina a sonoridade com temas musicais de John Surmann e Dead Can Dance.

 Lau Veríssimo e Taína Veríssimo - foto de Leo Marinho

 
Taína Veríssimo foto de Guto Figueiroa

a alma no talhe da imortalidade
renascer do próprio ciclo de ave
se brilha e se voa
se vive e se canta
se lamenta e se morre
se cinzas
e se infinita     
(Taína Veríssimo)


Renascentia Escarlate é uma performance ritual, no sentido de estabelecer ligações com forças mágicas. Um momento de reordenamento das forças psicofísicas do corpo via expressão, via gesto. O corpo como energia pura. Um trabalho que exemplifica uma forma de pensamento. Um ‘lugar’ onde as fronteiras se redesenham. Renascentia Escarlate é uma performance autobiográfica, de profunda  autopoiesis.
Partindo dos princípios da performance, a atriz-performer tem a possibilidade de trabalhar sob seu ponto de vista ou de seus interesses, suas habilidades, sua memória, sua subjetividade, sua visão de mundo, e principalmente colocando seu corpo enquanto sujeito e objeto da sua obra.
Trabalhamos com o princípio da presença física do corpo, que não interpreta ou representa, mas está presente. Esse princípio é a chave para o desenvolvimento do conceito de presentação para o trabalho da atriz-performer que se entrega por inteiro, corre riscos, e precisa ser cruel consigo mesma, no mais puro sentido artaudiano. Aproximar ao máximo a arte da vida.
Renascentia Escarlate fez sua estréia no Spam da Artes na Galeria Mau Mau, foi performada nos jardins do Teatro Joaquim Cardoso e Instituto de Arte Contemporânea no Centro Cultural Benfica da UFPE. Foi performada na programação da V Semana de Cênicas no jardim interno do Centro de Artes e Comunicação – CAC da UFPE, e na Virada Multicultural da PCR.

Ficha:
Renascentia Escarlateperformance ritual do Totem
Roteirização e criação: Lau Veríssimo e Taína Veríssimo
Atrizes/performers: Lau Veríssimo e Taína Veríssimo
Sonorização: Fred Nascimento a partir de músicas originais de John Surmann e Dead Can Dance
Cenografia: Fred Nascimento e Lau Veríssimo
Maquiagem: Inaê Veríssimo
Preparação corporal: Lau Veríssimo
Encenação: Fred Nascimento